Bumba-Meu-Boi
O Bumba-Meu-Boi, também conhecido como Boi de São João ou simplesmente de Boi é um dos principais folguedos do Piauí. Retrata a história de Catirina, a mulher de Chico Vaqueiro, que, estando gestante, desejou comer o coração do Mimoso – o boi mais bonito da fazenda. Induzido pela mulher o vaqueiro matou o animal. A notícia chegou aos ouvidos do patrão que embora tendo se enfurecido, após o julgamento, terminou perdoando o acusado. Com a assistência dos médicos (veterinários), o boi ressuscita e tudo termina em festa. O elenco dessa história, além do vaqueiro e de sua mulher, é constituído pelo Amo ou Ama (Dona Maroquinha), os médicos que cuidaram do boi, o Pai Francisco, o Mestre, o Contra-Mestre, o Alferes, o Sargento, os Caboclos Guerreiros (vestidos de índios), os Caboclos Reais, o Bicho Folharau e outros.
Quadrilha Junina
Festa caipira dançada em todo o Estado durante o mês de junho, especialmente por ocasião dos festejos de São João e São Pedro. A quadrilha que inicialmente chegou a ser uma dança de salão, hoje em dia apresenta marcação e coreografia mais modernas, guardando pouca lembrança da quadrilha afrancesada dos velhos tempos. É uma festa popular pitoresca dançada ao som do forró, tendo como ponto alto o casamento matuto. A quadrilha é um dos principais folguedos do Nordeste.
Marujada
É uma festa popular em fase de extinção no Piauí. Somente em Parnaíba e Campo Maior ainda existe timidamente. Encena a história de uma nau perdida no mar e sobre o desenrolar da viagem que teve um final feliz graças a um milagre de Nossa Senhora. Fala um pouco sobre a história dos primeiros tempos de Portugal, especialmente em relação das lutas entre cristãos e mouros. O ritual tem coreografia simples. Os participantes falam, dançam e cantam imitando o balanço do mar.
Festa do Divino
Cortejo religioso que sai pelas casas, portando bandeira, cantando, rezando e angariando esmolas. É um espetáculo de fé, ritmo e cultura. Oeiras e Simplício Mendes são os municípios que mais se destacam na realização dessa festa.
“Meu Divino Espírito Santo
Divino Consolador
Consolai as nossas almas
Quando deste mundo for.
O Divino pede esmola
Mas não é por carecer
É para ver os seus devotos
Aqueles que querem ser.
O Divino pede esmola
Mas não é por precisão
É para ver os seus devotos
Os seus devotos quem são”.
Reisado
(É um bailado popular dançado em todo o Estado, no período que vai do Natal ao Dia de Reis, com um elenco composto por 4 a 6 Caretas, a Burrinha, o Boi, o Jaraguá, a Cigana, a Ema, a Arara, o Caipora, o Cabeça – de - fogo e outros).
“Despertai vós que dormis
Deste sono em que estais
Já vem rompendo a aurora Bis.
Já canta a perdiz nos trigais”.
Despertai vós que dormis
Deste sono tão profundo Bis.
Vimos todas reunidas
Ver o Salvador do Mundo”.
Pagode de Amarante
Folclore amarantino que vem do tempo da escravidão. É dançado ao ritmo de tambores, com rodopios, gingados e sapateados).
“Boi estrela mangueira
Boi estrela mangueira
Quem te ensinou a dançar
Rodou, trocou no pilar café
Quero me casar, mas papai não quer.
A cobra salamanta
É uma cobra de agonia
Se pisar no meio quebra
Se pisar no rabo chia”.